Primeiro ídolo nacional, Leônidas também foi pioneiro fora de campo



Com a bola nos pés, estando estes bailando pelos esburacados gramados da época ou planando malabaristicamente no ar em busca de mais uma espetacular bicicleta, Leônidas da Silva foi um pioneiro do futebol brasileiro.

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O primeiro grande ídolo nacional, o primeiro artilheiro da Seleção Brasileira numa copa do mundo, o primeiro jogador a ter sua imagem, nome (e/ou apelido) associado a marcas de produtos, o primeiro...

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Leônidas encerrou a carreira de jogador no final da temporada de 1949, mas não abandonou o futebol. Pouco mais de dois anos depois, dava o pontapé inicial na carreira de comentarista esportivo. E não é que seu espírito desbravador aflorou novamente.

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O Diamante negro começou na Rádio Panamericana de São Paulo, conhecida na época como “A Emissora dos Esportes”, de propriedade de Paulo Machado de Carvalho, também dono da Rádio Record.

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“O craque de ontem e o melhor comentarista de hoje”, como pregava o seu slogan, levou o sucesso do gramado para a cabine. Levou também o seu lado crítico, exigente, a propensão a uma boa polêmica da época de jogador.

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Logo foi convidado a fazer parte também da equipe da TV Paulista. Não por muito tempo. Bastou Paulo Marchado de Carvalho inaugurar a TV Record, em 1953, para que Leônidas assumisse o posto de comentarista.

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E coube à TV Record realizar as primeiras transmissões ao vivo de partidas de futebol em São Paulo. E quem estava lá? O pioneiro Leônidas da Silva, nos comentários, Raul Tabajara na narração, José Iazetti como analista de arbitragem, e ninguém menos que Sílvio Luiz na reportagem de campo.


Foto: Manchete Esportiva