Os 50 anos do Tri #jogo5: Brasil 3x1 Uruguai


Há meio século, o Brasil fazia, para muitos, a partida mais difícil e dramática no México. Em complexidade, talvez tanto quanto a da Inglaterra. Mas o confronto contra o Uruguai era eliminatório, valia uma vaga na grande finalíssima.

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Tostão não tem dúvida: foi a mais difícil. Se a forte, às vezes desleal, marcação celeste, aliada à qualidade dos seus jogadores já tornava o jogo complicado, o gol de Cubilla aos 19 do primeiro tempo fez o caldo entornar.

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Como a marcação individual estava em Gérson, o Canhotinha recuou, deixando que Clodoaldo pudesse avançar e encontrasse mais espaços vazios. E num desses vazios, Tostão colocou a bola, milimetricamente, no pé direito do volante. A Seleção respirava com o empate ainda no primeiro tempo.

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O segundo começou com os uruguaios em cima, ocupando o campo brasileiro. A Seleção recuou para dar o bote na hora certa. Jairzinho roubou uma bola na intermediária, passou para Pelé e disparou para o ataque. De Pelé para Tostão e mais uma enfiada perfeita para o Furacão fazer 2x1.

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O jogo foi o mais difícil da copa para Tostão. E o da sua vida. Embora não tenha feito gol, jogou uma enormidade e deu, segundo o próprio, as assistências mais perfeitas da sua carreira. E teve ainda o passe para o icônico drible de corpo de Pelé sobre Mazurkiewicz, num dos lances mais espetaculares do mundo.

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A vantagem no placar trouxe um pouco mais de tranquilidade ao time brasileiro, mas só depois do golaço de Rivellino, para variar uma patada de canhota da entrada da área em toque de Pelé, veio a certeza de que a Seleção era finalista.

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Brasil 3x1 Uruguai

17/06/1970