Os 50 anos do Tri #afinal: Brasil 4x1 Itália



Há meio século, Domenghini partia para o ataque pela direita em velocidade, até o carrinho de Everaldo e a bola escapar do controle do italiano. Era o início de um gol antológico. Trinta segundos que dão a devida dimensão daquele time. Se alguém lhe perguntar como foi a Seleção de 70, e estiver com pressa, mostre o gol de Carlos Alberto Torres. Ele diz tudo.

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O camisa 9 Tostão, que dava cobertura ao lateral esquerdo, recua para Piazza, à frente da sua área, que passa a Clodoaldo. A bola segue para Pelé, Gérson e volta para Clodoaldo, que costura três marcadores e abre para Rivellino, o ponta esquerda que recua para armar.

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Riva levanta a cabeça e enxerga o ponta direita abrindo na esquerda. O passe é longo, vertical, no pé de Jairzinho, que vai cortando para o meio e toca para Pelé. Ele domina, ajeita e rola a bola na direita, na medida, para o lateral que passava voando pelo corredor direito.

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Carlos Alberto Torres assina a obra prima com uma chapuletada, com o lado de fora do pé, inapelável. Aos 41 do segundo tempo, o quarto gol brasileiro fechava a mais perfeita campanha numa copa do mundo, da mais perfeita seleção.

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Da seleção que sabia jogar com uma inteligência coletiva e tática até então inimaginável, com trocas constantes de posições, dosando no exato milímetro cadência e agressividade, verticalidade, no esplendor do condicionamento físico, somando talentos inquestionáveis.

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Sim, sobre o jogo final da Copa do Mundo do México, Pelé abriu o placar com uma linda cabeçada. Boninsegna deu uma esperança aos italianos. Gérson, num chutaço de fora de área, e Jairzinho, completando jogada pequena área, fizeram os outros gols da partida.

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Brasil 4x1 Itália

21/06/1970

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