O massagista, conselheiro e amigo de sete copas do mundo


Mário Américo serviu à Seleção Brasileira de 1944 a 1974, por sete copas do mundo. Em três delas, no final, pousou para os fotógrafos compondo o quadro da equipe campeã ao lado de jogadores como Gylmar, Bellini, Nilton e Djalma Santos, Didi, Zito, Garrincha, Pelé, Vavá, Carlos Alberto Torres, Gérson, Rivellino, Tostão...

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Mais do que o massagista das mãos mágicas, e responsável por fazer chegar aos jogadores as orientações dos treinadores numa época em que não existia área técnica e os comandantes ficavam confinados nos bancos, ele se tornou amigo dos atletas. Era chamado de Tio Mário.

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Além cuidar das contusões físicas com as suas massagens, deu amparo a muitos craques em momentos críticos. Era o ombro amigo que contaminava o grupo com o seu alto astral.

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Comentava que foi um dos responsáveis por fazer Pelé disputar a Copa de 1970, uma vez que o Rei, desiludido após a contusão de 62 e o fracasso de 66, cogitava não ir ao México.

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Natural de Monte Santo de Minas, foi de trem para São Paulo. Trabalhou de engraxate, e também foi baterista, antes de seguir para o Rio em busca do sonho de se tornar pugilista. Mas as mãos que deveriam machucar no boxe terminaram cuidando das dores no futebol.

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Graças a Almir Amaral, médico do Madureira no começo da década de 1940 que além de incentivar Mário a se tornar massagista ainda dava 15 cruzeiros diários para que ele pudesse frequentar a Escola de Educação Física.

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Foi também por intermédio do doutor Almir que o icônico massagista chegou ao Vasco da Gama, em 1942. Dois anos depois Tio Mário iniciou sua longínqua, quanto vitoriosa, folha de serviços prestados à Confederação Brasileiro, primeiro, de Desportos, depois, de Futebol.

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E sempre com uma sorrisão rasgado, de orelha a orelha!

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Viva Tio Mário!

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Foto: Conmebol