Mais uma Copa América se vai e a marca do Mestre Ziza segue inabalável



Lá se vai mais uma Copa América e o argentino Norberto Tucho Mendéz e o brasileiro Zizinho seguem imbatíveis como os maiores artilheiros da competição com 17 gols. Com os três marcados nesta última edição, Paolo Guerrero chegou a 14 e, quem sabe, na próxima Copa América, no ano que vem, possa igualar e passar. Ou não.


O certo é que a marca dos 17 segue inabalável há 72 anos, estabelecida por Mendéz ao longo da campanha do tricampeonato argentino de 1945, 1946 e 1947. Zizinho empataria com o hermano exatamente no Sul-americano de 1957, ao fazer dois gols. É tanto tempo que até inventaram uma nova categoria: a dos maiores artilheiros da Copa América em atividade.


O curioso é que Mestre Ziza, assim como Mendéz, não era atacante, aquele camisa 9 autêntico, que ficava dentro da área esperando a bola para finalizar. Zizinho era exatamente o meia que vinha de trás, preparava a jogada para o centroavante e, como era um exímio passador, responsável por deixar o 9 na cara do gol.


Zizinho disputou seis edições de Copa América, ou Campeonato Sul-americano como era chamado na época: 1942, 1945, 1946, 1949, 1953 e 1957. No total foram 34 partidas, o dá uma média de um gol a cada dois jogos.

Mesmo assim, não foi o artilheiro de nenhuma. Mas contribuiu efetivamente com seus passes milimétricos para que Heleno de Freitas fosse o goleador em 1945 e Jair Rosa Pinto, que não era propriamente um centroavante, em 1949.

E para que Ademir Menezes chegasse ao posto de segundo maior goleador brasileiro na Copa América, ao lado de Jair, com 13 gols marcados. Em 1949, quando o Brasil sediou a edição, Zizinho conquistou seu único campeonato sul-americano. No ano seguinte, também no Rio de Janeiro, viveu o momento mais trágico do futebol brasileiro na fatídica final contra o Uruguai.


Mas não por sua causa. Ao contrário dos seus companheiros, que não jogaram metade do que sabiam, Zizinho, mais uma vez, teve uma atuação muito próxima da perfeição. Enquanto os brasileiros choravam a perda do título que estava ganho muito antes da bola rolar, a imprensa internacional gastava o vocabulário para descrever o seu futebol. Foi chamado de ‘gênio’ pelos ingleses e comparado a Leonardo da Vinci, pelos italianos. E eleito o craque do Mundial de 1950.


Que venha a próxima Copa América. Do alto de algum reino dos craques eternos, Zizinho, e Mendéz, pelo lado argentino, esperam ver alguém superar as suas marcas.


SAIBA MAIS SOBRE ZIZINHO:

O mestre que inspirou o garoto Edson a ser Pelé