Há 44 anos, mais um Brasil e Uruguai difícil de esquecer



Em um 28 de abril como hoje, há 44 anos, aconteceu um dos jogos mais lembrados do então maior estádio do mundo. E neste caso, não pelos lindos dribles, por golaços ou a pela sensacional festa dos geraldinos que tanto marcaram o bom e velho Maraca. Mas por uma briga generalizada entre brasileiros e uruguaios, marcada pela perseguição ensandecida do lateral Ramirez a Rivelino, com o camisa 10 descendo de bunda a escadaria do vestiário.


Naquela época, o Brasil disputava as taças Rio Branco (contra o Uruguai), Roca (Argentina) e Oswaldo Cruz (Paraguai). Em 1976, resolveram unificar os torneios e criar um quadrangular com o nome de Taça do Atlântico.


A Seleção estreou fora de casa vencendo por 2x1 o Uruguai (gols de Nelinho e Zico), a Argentina (Lula e Zico) e empatando em 1x1 com o Paraguai (Enéias). De volta ao Brasil, o primeiro confronto foi exatamente o do dia 28 de abril diante da Celeste.


O jogo, tenso como de praxe, começou a pegar fogo quando estava 1x1 (Torres e Rivellino) e Marco Antônio sofreu falta violenta de Dario Pereira e Rodriguez, e ainda foi pisado no chão. O capitão Riva partiu para cima dos adversários e no meio da confusão puxou o cabelo de Dario.


Minutos depois, Keosseian entrou para quebrar o camisa 10 da Seleção e foi expulso. Não demorou e Zico foi chutado no chão. Os brasileiros também não deixavam barato. Como na cotovelada de Rivellino em Ramirez, em meio a um dos tantos empurra-empurra. Os dois passaram os minutos finais trocando elogios.


O jogo terminou 2x1 para o Brasil (Zico), mas a pancadaria continuou. Derrotado na bola e na porrada, Ramirez mal esperou o apito final para correr feito um louco atrás de Riva, que driblou quem viu a sua frente em direção ao vestiário, escorregando e descendo de bunda a escadaria, enquanto a briga seguia no gramado.


Anos mais tarde, Rivellino e Ramirez se encontraram e deram boas risadas de mais um Brasil e Uruguai difícil de ser esquecido.