Futebol Cards: o goleirão mais raiz, e um dos melhores, do Brasil


O #tbt Futebol Cards traz um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro: Manga. Na época, com 42 anos, o mais veterano de todos os 486 jogadores da coleção Ping Pong.

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Foi o goleirão mais raiz do Brasil. Tinha alergia às luvas. Desconhecia totalmente o significado da palavra medo. Por vezes foi chamado de louco por se atirar nos pés dos atacantes para evitar o gol. Chegou a jogar final de campeonato com dedos quebrados.

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Começou no Sport em 1955. Quatro anos depois, embarcava para o Rio de Janeiro a fim de fazer parte do esquadrão inesquecível do Botafogo, ao lado de outras lendas como Nilton Santos, Didi, Garrincha...

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Não por acaso, tornou-se o maior camisa 1 da história do Fogão. Mas entrou para a história de outros grandes clubes também.

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Em 1969, embarcou para Montevidéu. Os cinco anos que por lá ficou foram suficientes para também colocar o seu nome na galeria do clube uruguaio.

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Quando voltou ao Brasil foi para ser um gigante de outro time inesquecível. Chegou ao Inter em 1974 e nos dois anos seguintes passou a se tornar inesquecível para os colorados.

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A partir de 1977, vestiu por menos tempo, embora de forma marcante, as camisas do Operário-MS, Coritiba, Grêmio e Barcelona de Guayaquil.

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Ficaríamos aqui até a madrugada se fôssemos listar título a título conquistado por Manga. Então, resumimos:

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Um mundial (Nacional), uma Libertadores (Nacional), três títulos nacionais no Brasil (um no Botafogo e dois no Inter), quatro no Uruguai (Nacional) e um no Equador (Barcelona), Três Rio-São Paulo (Botafogo) e nada menos do que 13 estaduais.

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Para não falar de outros tantos torneios que disputou mundo afora.

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Manga foi campeão em todos os clubes em que defendeu. A camisa da Seleção Brasileira foi a única que o goleiro vestiu e não sentiu o sabor do título. Jogou a Copa de 1966 e, como todo o time, fracassou.