Futebol Cards: O genuíno símbolo da raça (e técnica) uruguaia Darío Pereyra



Não tinham tantos jogadores estrangeiros no futebol brasileiro na época do Futebol Cards. No #tbt desta quinta trazemos um dos melhores que pelas bandas de cá passaram e fizeram muito sucesso.

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Nascido em Sauce, no Uruguai, Alfonso Darío Pereyra Bueno, ou Dario Pereira, começou nas categorias de base do Nacional de Montevidéu jogando no meio de campo.

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E como meia desembarcou no Morumbi em 1977. Era uma contratação de peso. Mas como meia não foi exatamente o que a diretoria e torcida do São Paulo esperavam.

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Mesmo assim fez parte do time que conquistaria o Brasileiro daquele ano vencendo o Atlético-MG nos pênaltis.

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Pouco depois, foi recuado para jogar na zaga. E de lá nunca mais saiu, soberano. Unia bem a qualidade técnica, o senso de colocação em campo, força e uma liderança ímpar. Era um exemplar perfeito da propalada raça uruguaia.

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Fez história no Tricolor, seguindo o caminho trilhado pelo compatriota Pedro Rocha. Ao lado do também excelente Oscar, formou uma dupla defensiva com cadeira cativa na memória de qualquer são paulino.

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Ganhou o Paulistão de 1980, 1981, 1985 e 1987. No ano anterior, tornara-se bicampeão brasileiro na final antológica com o Guarani (certamente entre as três maiores decisões de Brasileirão).

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Com o manto celeste, foi capitão durante as Eliminatórias para a Copa da Argentina de 1978 e disputou o Mundial do México de 1986.

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Em 1988, deixou o Morumbi e foi defender o Flamengo. Passagem rápida, assim como o retorno a São Paulo para vestir a camisa do Palmeiras. Pendurou as chuteiras no Matsushita, hoje Gamba Osaka.

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