Futebol Cards: O craque que carregava uma bomba na canhota



O #tbt Futebol Cards de hoje traz uma das canhotas mais potentes e calibradas que o futebol brasileiro já conheceu, Éder Aleixo.

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Mas o ponta esquerda que jogou muita bola no Grêmio, Atlético-MG e Seleção Brasileira não era apenas um cara de chute (muito) forte. Era habilidoso e inteligente também. Os golaços contra URSS e Escócia na Copa de 82 falam por si sós.

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No primeiro, em velocidade, deu um tapinha para levantar a bola com a esquerda e sem deixar ela cair emendou um chutaço com efeito. No segundo, recebeu na entrada da área e quando todos imaginavam que dali sairia um foguete, deu um lindo toque por cobertura.

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Éder começou no América-MG, mas foi negociado com o Grêmio. Aos 20 anos, fez parte do time histórico que conseguiu quebrar a avassaladora hegemonia do Inter, então octacampeão (1961-76) estadual.

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Sob o comando de Telê Santana, Éder, ao lado de ídolos eternos dos gremistas como Oberdan e Tarcísio, levantaram a taça do Gauchão de 1977. O ponta esquerda ainda conquistaria outro título, o de 1979.

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No ano seguinte seguiu para o Atlético-MG, numa troca por Paulo Isidoro. No Galo, fez história. Jogou por cinco temporadas, mais de 300 partidas. Isto na primeira passagem por lá.

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Foi quando viveu o seu melhor momento. Além de ser campeão em 1980, 81, 82, 83 e 85, foi um dos que jogaram o fino da bola na Copa da Espanha na inesquecível Seleção de Tele.

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A partir de 1985, entrou no grupo dos grandes andarilhos da bola. Inter de Limeira, Palmeiras, Sport, Botafogo, Athlético Paranaense... Jogou no futebol paraguaio e turco.

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Voltou ao Galo em mais duas oportunidades, sendo campeão novamente em 1989 e 1995. Por ironia, vestiu também a camisa do Cruzeiro e fez parte do time campeão da Copa do Brasil de 1993.