Futebol Cards: Não se fazem mais meio campistas como Carlos Alberto Pintinho


Meio campista clássico, que trata a redondinha com o carinho que merece, que, de cabeça erguida, tanto sabe armar o jogo vindo de trás como tem qualidade para chegar na frente, e com a mesma categoria marca e desarma o adversário sem precisar dar pontapé, anda sumido por aqui.

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Ele só aparece mesmo em dia de #tbt Futebol Cards. É o caso de Carlos Alberto Pintinho, cria do Fluminense que no começo dos anos 1970, passou a ser titular e foi peça das mais importantes na Máquina tricolor, ao lado de jogadores do quilate de Rivellino e Paulo César Caju.

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Entrou no time em 1973 e logo deu a sua primeira volta olímpica com a faixa de campeão carioca. Foi bi em 1975-76, anos em que foi semifinalista do Brasileirão. Neste período, travou duelos com camisas 10 extraordinários. Zico foi o que mais enfrentou e quem o elegeu como o seu melhor marcador.

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Se não precisava dar pontapé nos adversários, não poupava a afiada língua quando se achava injustiçado. Saiu do Flu após desentendimento com Zagallo, foi para o Vasco em 1980. Pouco depois, ambos se reencontraram em São Januário. Novo atrito e Pintinho deixou o clube.

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Desta vez, deixou o país também. Foi para a Espanha. No Sevilha e voltou a ser ídolo, aclamado nas ruas como nos tempos de Fluminense. Foram quatro temporadas jogando o fino da bola.

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Depois passou pelo Cádiz, retornou ao tricolor carioca em 1985, já perto de pendurar as chuteiras e, mesmo não sendo mais titular, conquistou seu quarto título estadual.

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Entre 1977 e 1979, vestiu a camisa da Seleção Brasileira por seis vezes. Mas a disciplina não era o seu forte e seguramente esse detalhe limitou as oportunidades de vestir a amarelinha.

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Segundo o próprio Pintinho conta, não foi chamado por Cláudio Coutinho para a Copa da Argentina por ter aprontado num jogo festivo às vésperas da convocação.