Didi e a 'folha seca' que abriu caminho para a conquista da primeira copa



A seleção brasileira estava disputando as eliminatórias para a Copa do Mundo da Suécia contra o Peru, em 1957. No jogo de ida, em Lima, houve empate em 1x1. Índio marcou para os brasileiros e Terry, para os donos da casa. O Brasil precisaria de uma vitória no Maracanã para garantir vaga. E ela veio com o gol de Didi, aos 11 minutos do primeiro tempo.

Mas não foi um gol qualquer. Foi de falta, a famosa folha seca, efeito que o craque brasileiro botava em suas cobranças e fazia a bola voar pelo alto e cair repentinamente após passar pela barreira. Normalmente, dentro do gol adversário.


O goleiro peruano Asca ficou estático, sem ação, sem acreditar no que acabara de ver. As 137.522 pessoas que lotavam o Maraca festejaram o golaço e a classificação nacional para a Copa de 1958. Na Suécia, todos sabem o que aconteceu. O Brasil conquistou o seu primeiro caneco e Didi terminou o mundial como o melhor jogador da competição.


A seleção brasileira jogou naquele dia 21 de abril com: Gilmar; Bellini e Nilton Santos; Djalma Santos, Zózimo e Roberto; Joel, Didi, Evaristo, Índio e Garrincha, sob o comando de Oswaldo Brandão.


Fonte: Deuses da bola - Mais de 100 anos de seleção brasileira


FICHA TÉCNICA


Deuses da bola - Mais de 100 anos de seleção brasileira

Eugênio Goussinsky e João Carlos Assunção

Editora DSOP, 2014

476 páginas