DEU NA PLACAR: O retorno de Luís Pereira para um outro Palmeiras


Era meados do mês de maio de 1981 quando o Palmeiras meteu 3x0 no São Paulo, no Parque Antártica. O destaque, apesar de um expressivo resultado num grande clássico, para a revista Placar (edição nº 575) foi outro: o retorno do craque e ídolo palmeirense Luís Pereira, após seis temporadas longe do clube.


Tempo suficiente para que muita coisa mudasse pelas bandas alviverdes. Do time que deixara, a Segunda Academia, com Leão, Dudu, Ademir da Guia, Leivinha, entre outros craques, sobrara apenas as saudosas lembranças de um tempo de muitas conquistas.


A ideia da diretoria com a volta do zagueirão era buscar nas glórias de um passado recente a inspiração para um time em formação, cheio de garotos, como o goleiro Gilmar, o volante Vitor Hugo e o centroavante Paulinho.


Além de uma referência extraordinária para o jovem grupo, o nome Luís Pereira soava como o convite sem direito a recusas para o torcedor do Palmeiras voltar a apoiar em peso o time que se renovava. Numa só tacada, a diretoria do clube tentava resolver alguns problemas comuns em momentos como aquele.


Liderança e experiência para cumprir a missão, ele tinha com sobras. Além das conquistas com o timaço da Academia, o zagueiro teve excelente passagem pelo Atlético de Madrid, equipe para qual se transferiu após o Palmeiras conquistar o Troféu Ramón de Carranza de 1975.


Luís Pereira chamou tanto a atenção dos espanhóis que foi contratado pelo clube colchonero, juntamente com Leivinha. Na temporada seguinte, o Atlético conseguiu o título da Liga Espanhola desbancando o seu maior rival, o Real Madrid, dentro do Santiago Bernabéu. Também por lá, foi ídolo.


O zagueirão abraçou com prazer a sua missão de liderar aqueles jovens. Após a goleada sobre o São Paulo, ele minimizava a sua importância no clássico.


“Não fiz nada demais. Apenas fiz o que prometi quando fui contratado. Transmiti tranquilidade aos garotos, mostrando a eles que temos um bom time e que não precisamos ter medo de ninguém”, explicou ao então repórter da Placar José Maria de Aquino.













Revista Placar

Edição nº 575

22/MAIO/1981