Existem jogadores que transcendem a categoria de ídolo num clube, transformam-se em lendas. É o caso de Valdomiro, do Internacional, personagem do #tbt Futebol Cards desta quinta.

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Ele chegou ao Inter em 1968, vindo de Criciúma. De cara, não caiu nas graças da torcida. Era um jogador tido apenas como esforçado. As críticas não o abateram. Serviram de combustível. Treinou bastante, evoluiu nos fundamentos técnicos e desenvolveu a compreensão tática.

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Além de veloz e agressivo, o ponta foi se tornando cada vez mais especialista nos cruzamentos, que encontravam com precisão milimétrica a cabeça dos companheiros na área, assim como nas finalizações ao gol, especialmente nas cobranças de falta. Era incansável em campo, logo virou um símbolo da raça colorada.

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O crescimento do futebol de Valdomiro coincidiu com a formação de um time icônico do Internacional e ele caiu melhor do que uma luva. Tornou-se decacampeão gaúcho e tri brasileiro.

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Foi dele o cruzamento na cabeça de Figueiroa que deu o título de 1975, contra o Cruzeiro. No ano seguinte, marcou o segundo contra o Corinthians, numa linda cobrança de falta, que garantiu o bi. Continuou sendo protagonista na campanha invicta que fez do Internacional tricampeão nacional.

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Teve uma passagem pelo Milionários, da Colômbia. Ficou em Bogotá por pouco tempo. Em 1982, retornou ao Beira Rio para encerrar a carreira, não sem antes levantar a sua décima taça gaúcha. Segundo site oficial do clube, foram 803 partidas pelo Colorado. Recorde absoluto.

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Vestiu a camisa da Seleção brasileira em 23 partidas, cinco delas como titular na Copa do Mundo da Alemanha, inclusive marcando o gol contra o Zaire que classificou o Brasil para a segunda fase do mundial. No total, balançou as redes inimigas cinco vezes.



Com a bola nos pés, estando estes bailando pelos esburacados gramados da época ou planando malabaristicamente no ar em busca de mais uma espetacular bicicleta, Leônidas da Silva foi um pioneiro do futebol brasileiro.

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O primeiro grande ídolo nacional, o primeiro artilheiro da Seleção Brasileira numa copa do mundo, o primeiro jogador a ter sua imagem, nome (e/ou apelido) associado a marcas de produtos, o primeiro...

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Leônidas encerrou a carreira de jogador no final da temporada de 1949, mas não abandonou o futebol. Pouco mais de dois anos depois, dava o pontapé inicial na carreira de comentarista esportivo. E não é que seu espírito desbravador aflorou novamente.

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O Diamante negro começou na Rádio Panamericana de São Paulo, conhecida na época como “A Emissora dos Esportes”, de propriedade de Paulo Machado de Carvalho, também dono da Rádio Record.

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“O craque de ontem e o melhor comentarista de hoje”, como pregava o seu slogan, levou o sucesso do gramado para a cabine. Levou também o seu lado crítico, exigente, a propensão a uma boa polêmica da época de jogador.

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Logo foi convidado a fazer parte também da equipe da TV Paulista. Não por muito tempo. Bastou Paulo Marchado de Carvalho inaugurar a TV Record, em 1953, para que Leônidas assumisse o posto de comentarista.

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E coube à TV Record realizar as primeiras transmissões ao vivo de partidas de futebol em São Paulo. E quem estava lá? O pioneiro Leônidas da Silva, nos comentários, Raul Tabajara na narração, José Iazetti como analista de arbitragem, e ninguém menos que Sílvio Luiz na reportagem de campo.


Foto: Manchete Esportiva


Meio campista clássico, que trata a redondinha com o carinho que merece, que, de cabeça erguida, tanto sabe armar o jogo vindo de trás como tem qualidade para chegar na frente, e com a mesma categoria marca e desarma o adversário sem precisar dar pontapé, anda sumido por aqui.

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Ele só aparece mesmo em dia de #tbt Futebol Cards. É o caso de Carlos Alberto Pintinho, cria do Fluminense que no começo dos anos 1970, passou a ser titular e foi peça das mais importantes na Máquina tricolor, ao lado de jogadores do quilate de Rivellino e Paulo César Caju.

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Entrou no time em 1973 e logo deu a sua primeira volta olímpica com a faixa de campeão carioca. Foi bi em 1975-76, anos em que foi semifinalista do Brasileirão. Neste período, travou duelos com camisas 10 extraordinários. Zico foi o que mais enfrentou e quem o elegeu como o seu melhor marcador.

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Se não precisava dar pontapé nos adversários, não poupava a afiada língua quando se achava injustiçado. Saiu do Flu após desentendimento com Zagallo, foi para o Vasco em 1980. Pouco depois, ambos se reencontraram em São Januário. Novo atrito e Pintinho deixou o clube.

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Desta vez, deixou o país também. Foi para a Espanha. No Sevilha e voltou a ser ídolo, aclamado nas ruas como nos tempos de Fluminense. Foram quatro temporadas jogando o fino da bola.

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Depois passou pelo Cádiz, retornou ao tricolor carioca em 1985, já perto de pendurar as chuteiras e, mesmo não sendo mais titular, conquistou seu quarto título estadual.

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Entre 1977 e 1979, vestiu a camisa da Seleção Brasileira por seis vezes. Mas a disciplina não era o seu forte e seguramente esse detalhe limitou as oportunidades de vestir a amarelinha.

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Segundo o próprio Pintinho conta, não foi chamado por Cláudio Coutinho para a Copa da Argentina por ter aprontado num jogo festivo às vésperas da convocação.